Violação de direitos de soropositivo é generalizada
27/11/2002 - 11:38
O representante da Unesco, Carlos Alberto Vieira, afirmou há pouco no Seminário sobre Preconceito e Discriminação Contra as Pessoas que Vivem com HIV e Aids que as violações aos direitos humanos, especialmente aos soropositivos, ocorrem em todos os países, desenvolvidos ou não, e que as conquistas têm sido pequenas, mas valiosas.
Já o deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), integrante da Comissão de Direitos Humanos, fez elogios ao programa do Ministério da Saúde ao afirmar que, embora haja 600 mil casos de Aids notificados no Brasil, o País tornou-se referência mundial no combate à doença, e isso deve ser comemorado, porque o número poderia ser ainda maior.
RESULTADOS DO PROGRAMA DE COMBATE À AIDS
O representante do Ministério da Saúde, Paulo Roberto Teixeira, coordenador do programa de combate à Aids, informou que, na próxima sexta-feira, o Ministério divulga os dados programa desde 1980 até abril de 2002. Ele espera que deste debate surja a reflexão sobre o problema, principalmente em relação aos aspectos dos direitos humanos dos soropositivos.
MAIS CAMPANHAS
Gil Casimiro, 37 anos e portador do vírus da Aids há 7 anos, disse que o maior desafio é fazer com que as campanhas não ocorram apenas no período de carnaval, mas que se estendam ao longo do ano, fazendo com que as pessoas possam ter mais acesso às informações e o que preconceito diminua. Casimiro é coordenador da ONG Grupo de Incentivo à vida, de São Paulo.
O encontro, promovido pela Comissão de Direito Humanos, em parceria com o Ministério da Saúde, Unesco e Unaids, realiza-se no auditório do anexo IV da Câmara durante todo o dia de hoje.
Por Patrícia Araújo/ ACS
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
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