Projeto regulamenta profissão de filósofo
37 Comentários Anteriores
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Escrito por: Deny Eduardo
19/01/2012, 20h33
O projeto vai restringir e muito o pensamento e a atuação do filósofo. Imagine só como ficarão os licenciados em filosofia após a publicação da lei...
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Escrito por: Alair Figueiredo Duarte
20/01/2012, 11h13
Não vejo por esta perspectiva. Penso que a medida estará evitando que a Filosofia seja uma terra de ninguém.
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Escrito por: Helena Maruf
20/01/2012, 12h10
Tanto os licenciados, quanto os bacharéis serão beneficiados. Até que enfim um projeto de lei decente que valoriza o saber filosófico, tão importante.
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Escrito por: Marcelo
20/01/2012, 12h26
O projeto é nefasto porque coloca uma entidade sem representatividade nenhuma, essa tal ABF, como "a representante da filosofia e da língua filosófica nacionais". O que eles querem, ser uma espécie de OAB da filosofia?
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Escrito por: Ana Beatriz Santos
20/01/2012, 14h07
Contra, contra contra!!!
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Escrito por: Rogério Soares da Costa - PHD em Filosofia
20/01/2012, 14h33
O projeto de profissionalização da atividade de filósofo é um absurdo. Ninguém precisa de diploma ou de carteira de conselho nacional para ser filósofo. A filosofia é uma atividade livre dessas amarras. O caminho acadêmico é só uma possibilidade dentro da filosofia e não pode ser imposto a todos. O que virá depois? Um "sindicato estatal dos poetas" como na antiga URSS? A Academia Brasileira de Filosofia não é uma entidade de classe e não representa os filósofos ou os professores de filosofia.
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Escrito por: Pedro Miranda
20/01/2012, 15h03
“O diploma serve apenas para construir uma espécie de valor mercantil do saber. Isto permite também que os não possuidores diplomas acreditem não ter direito de saber ou não serem capazes de saber. Todas as pessoas que adquirem um diploma sabem que ele de nada lhe serve, não tem conteúdo, é vazio. Em contrapartida, os que não tem diploma dão-lhes um sentido pleno. Acho que diploma foi feito precisamente pra os que não o têm.” M. Foucault Será que os filósofos também serão vítimas dessa estereotipização do diploma de bacharel?
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Escrito por: Luis Eduardo de Melo
20/01/2012, 16h14
A Academia Brasileira de Filosofia não nos representa, não é apta a nos avaliar em nada, sendo isso de responsabilidade das Instituições de Ensino Superior cadastradas no MEC, únicas autorizadas a elaborar um programa e conceder títulos e diplomas. A parte prática é que não precisamos de nada disso para sermos "Filósofos", pois é justamente por nossas idéias, críticas e posições dentro das mais variadas correntes dentro do nosso saber que nos tornam especificamente "fora do padrão" de esteriotipatização.
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Escrito por: Ivani Calvano Gonçalves
20/01/2012, 18h36
Qual poderá ser a contribuição de um filósofo amarrado à màquina estatal, pensando e refletindo sob encomenda, de acordo com a cartilha política (ou eleitoreira?0)de burocratas? Penso que a função do filósofo é estar acima de todo o tipo de cerceamento da liberdade de pensamento. Sou professora pública e posso afirmar: não há lugar para a filosofia no sistema público.
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Escrito por: Alexey Dodsworth Magnavita [bacharel em Filosofia, cursando mestrado]
20/01/2012, 19h02
Este projeto é absurdo, trata-se de clara tentativa de reserva de mercado. Regulamentar profissões pelo MT nada tem a ver com reconhecimento social, haja vista o fato de que apenas 0,3% das profissões são regulamentadas pelo MT [apenas as que constituem risco para a população, como a Medicina, ou outras em que a intenção foi a reserva de mercado, como camelôs]. Regulamentação pelo MT não tem NADA a ver com "ter diploma de filosofia".
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Escrito por: Pedro Carné
22/01/2012, 23h27
Acho que existem muitas incoerências na formulação da proposta. Qualquer pessoa minimamente instruída na história desta disciplina percebe o absurdo que ela pode significar ao querer “regulamentar a profissão de filósofo”. Penso que o deputado Giovani Cherini, graduado em Corporativismo pela Unijuí, deveria se instruir acerca das atividades da CAPES, a qual trabalha pela excelência da pesquisa filosófica desenvolvida no nosso país, procurando melhorá-la e aperfeiçoá-la cada vez mais.
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Escrito por: Carlos Pires
23/01/2012, 10h44
O projeto é inconstitucional. Pensar é atividade livre, de "regulamentação" impossível. Não existe certo ou errado. Nem um diploma, nem o aval da Associação Brasileira de Filosofia (coisa ridícula), dão autoridade a um pensamento. O raciocínio, a argumentação, e o convencimento podem ser praticados por qualquer um. E criar cargo estatal para filósofo é o fim da picada.
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Escrito por: Flávio Gordon
23/01/2012, 13h20
No Brasil, Sócrates - o príncipe dos filósofos -, Heráclito, Santo Agostinho etc. não poderiam exercer sua atividade, porque não teriam direito a uma patética carteirinha dos "companheiros". Esta é mais uma daquelas medida tomadas segundo a mentalidade da sindicalização, que procura nivelar por baixo as capacidades humanas. Seus proponentes, como esse deputado, são medíocres que querem se vingar da inteligência por meio da burocracia. Coisa típica de Estados totalitários. Lamentável!
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Escrito por: Elena Alves
23/01/2012, 14h11
O projeto não foi bem elaborado, profissionalizar quem não tem formação filosófica? Já basta os "professores" que ministram aula de filosofia sem serem folósofos!Verdade que para pensar não necessota diploma, para para ter pensamentoe reflexivo é necessário uma formação e esta formação se aperfeiçoa nos cursos de filosofia das universidades.
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Escrito por: Vantuil
24/01/2012, 07h43
Vim animado para os comentários. Mas quando comecei a lê-los vi que a discussão é de baixo nível. Quantos desses aí são formados em filosofia? Quantos desses aí fizeram mestrado ou doutorado em filosofia? Quantos fazem pesquisa em filosofia?
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Escrito por: Vinicius de Figueiredo
24/01/2012, 09h19
É tão absurdo exigir diplomação específica para alguém ser filósofo quanto seria exigir diplomação específica para alguém ser escritor. A filosofia não é e nem deve tornar-se competência exclusiva de um segmento qualquer, seja estamental, profissional ou ideológico. Acima de tudo, causa estranheza a prerrogativa que o projeto pretende dar à Academia Brasileira de Filosofia. É uma associação absolutamente inexpressiva na filosofia de nível universitário. Vinicius de Figueiredo (Presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia – ANPOF)
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Escrito por: Rainri Back (doutorando em filosofia da UERJ)
24/01/2012, 12h55
A filosofia nunca foi uma "milenar profissão", como diz o deputado na reportagem, mas sim uma atividade secularmente conhecida por ser um fim para si mesma. Quando alguém pretende sujeitá-la a outros fins, por exemplo, a defender os interesses de uma empresa, seria impossível considerá-lo um filósofo, verdadeiramente. Portanto, ao tentar regulamentá-la, o projeto de lei destrói a própria filosofia! Seria perfeitamente possível questionar aquela consagrada definição de filosofia, o que jamais deve resultar, porém, na sua redução ao “mundo do trabalho”.
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Escrito por: Fernando Malheiros Dal Berto
24/01/2012, 13h52
Seguindo essa linha do projeto, que considero medíocre, vamos chegar em breve ao tolimento da liberdade de expressão. Sou contra corporativismo.
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Escrito por: Daniel Tourinho Peres
24/01/2012, 14h06
O projeto é um absurdo completo. Não interessa ao país nem à filosofia. É preciso não apenas combater o projeto, mas acabar com a Academia Brasileira de Filosofia, que é uma completa fraude. Um mínimo de bom-senso já é suficente para perceber o absurdo de tudo isso.
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Escrito por: Vitor Cei
24/01/2012, 14h08
A Academia Brasileira de Filosofia é uma associação absolutamente inexpressiva no que concerne aos estudos, projetos de pesquisa e ensino da filosofia em nível universitário.
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Escrito por: Carlos H. L. Araujo
24/01/2012, 15h02
Projeto típico de um burocrata. ABF? Mais burocracia.
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Escrito por: Ricardo Sampaio da Rocha Pitta
24/01/2012, 15h30
Não bastasse ser a exigência de diplomação específica para o exercício da profissão de filósofo uma iniciativa altamente questionável por si só, o projeto ainda pretende alçar a Associação Brasileira de Filosofia, entidade sabidamente inexpressiva em termos de pesquisa filosófica em nível universitário, à condição de "representante da filosofia e da língua filosófica nacionais". Como bacharel em filosofia, jamais me senti representado pela aludida associação e considero que seria absolutamente lamentável e vergonhosa para filosofia do país a aprovação do projeto em tela.
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Escrito por: Jessica Fernanda J. de Oliveira
24/01/2012, 16h16
Mesmo se no título de Bacharel em Filosofia eu não me sentiria no direito de ser chamada de Filósofa! E mesmo que assim fosse, eu não me sentiria representada por uma Instituição (Art. 7°) que jamais ouvi falar dentro ou fora de sala de aula. E além do mais, meu orgulho em cursar Filosofia é o privilégio de permanecer fora do sistema, afinal Filosofia não deve ser abstrata? E tenho dúvidas se trabalhando em "projetos socioeconômicos" os filósofos conseguiriam se manter livre de posições (e manipulações) políticas e governamentais. Fato que na minha opnião, seria uma verdadeira lástima.
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Escrito por: Nilton
24/01/2012, 18h02
Olá! Bom, confesso que nunca havia ouvido falar de Academia Brasileira de Filosofia, creio que ela não tenha seu reconhecimento no meio acadêmico.
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Escrito por: Monique Guedes
24/01/2012, 18h15
Os que se dedicam às atividades acadêmicas ligadas à filosofia no Brasil já contam com instituições (Capes, Cnpq, Fapesp, Faperj, Anpof etc)que zelam pelo bom nível da pesquisa e docência. A julgar pelas bravatas do deputado Giovani Cherini bem como pelo texto do projeto, vê-se que o propósito é apenas o de beneficiar pessoas como ele, que não atende aos critérios de excelência em pesquisa. Em resumo, trata-se somente de um despudorado corporativismo de medíocres e quem se dedica com seriedade e rigor à filosofia não se sente reperesentado por este projeto!
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Escrito por: Ricardo Sampaio da Rocha Pitta
24/01/2012, 18h47
Uma retificação ao meu comentário anterior, onde está "Associação" leia-se "Acadêmia".
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Escrito por: Andrea Faggion
24/01/2012, 19h00
O projeto ilustra o modo como nossos políticos sintetizam uma ignorância generalizada com uma incrível vontade de burocratizar e estatizar nossas vidas. Enquanto nenhuma instituição deveria ter a prerrogativa de nos impor sua concepção de filosofia, o projeto confere tal prerrogativa a uma associação que apenas tem sido motivo de piada. Enquanto a Academia Brasileira de Filosofia quiser se reunir apenas para tomar o chá das 5h e brincar de distribuir títulos ridículos, nada contra. Porém, a partir do momento em que ela manifesta sua intenção de ditar normas, é preciso que estejamos alertas.
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Escrito por: Allan Ribeiro
24/01/2012, 19h05
Absurdo! Não contribui em nada para a governabilidade do país, não melhora a filosofia e nem acrescenta nada aos filósofos.
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Escrito por: Cristiano Novaes de Rezende
24/01/2012, 19h27
A criação de uma demanda induzida de filósofos, atraves da exigência de que os mesmos integrem "desenvolvimentos de projetos socioeconômicos regionais, setoriais ou globais" e' a face complementar dos anseios desta academicamente inexpressiva e periférica "Academia Brasileira de Filosofia". Em curto: há essa tal ABF que, agora, espera garantir um mercado para seus credenciados (ou seja, para aqueles que não necessariamente fizeram o árduo percurso universitário nem por quaisquer outras vias constituíram-se, perante o reconhecimento de seus pares, como detentores de notável saber.
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Escrito por: Alexandre Rezende
25/01/2012, 07h06
Resumindo: se alguns dos grandes filósofos da história viessem para cá, não poderiam transmitir seus conhecimentos em salas de aula de filosofia. Lindo!
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Escrito por: Paulo Fernando da Silva
25/01/2012, 11h52
Quem é a Academia Brasileira de Filosofia? Alguém pode me dizer? Há anos estudamos, pesquisamos e viajamos o Brasil em encontros, congressos e simpósios. Nunca ouvi falar nessa entidade. Rídiculo!
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Escrito por: frank costa
25/01/2012, 14h26
Ora, até essa agora. O pensamento humano só terá validade se for aprovado pelo governo. Esse projeto é um lixo.
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Escrito por: Jefferson Morais
26/01/2012, 11h50
Quem propõe um projeto desse, demonstra claramente que não sabe o que é filosofia. Conheços diversas pessoas que podem ser chamadas de filósofo na área em que trabalho, que é a Física. A filosofia existe além dessa palavra que dá nome a ela e de qualquer definição que possa ser achada em um dicionário...
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Escrito por: Rafael Andrade
26/01/2012, 11h56
"[Essa] medida vai proteger direitos e tirar do mercado pessoas não habilitadas" deputado Giovani Cherini. Mas que beleza! Agora temos uma nova classe de brasileiros: os "não-habilitados" a pensar e a dizer o que pensam.
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Escrito por: Yuri D. Buarque
26/01/2012, 17h18
"Filósofo" não o é aquele tenha documento qualquer que o diga (fosse assim e Nietzsche, como apenas um de tantos outros impactantes exemplos, não poderia ser considerado como tal), assim como não há lei que disponha sobre necessidade de diploma para se exercer atividades de literato, escritor. Bem, ao menos ainda não nos vieram com mais esse disparate. Mas, de imediato, unamo-nos para, a este e ao próximo absurdo que se nos ponha à frente, dizermos "NÃO!" e fazermos nossa voz, a voz do povo, acima de tudo do povo de pensamento livre, prevalecer!
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Escrito por: Leonardo Passinato
26/01/2012, 20h40
Isto é regulamentar a profissão de sofista, não de filósofo! Lamentável e desnecessário
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Escrito por: José Jr
21/09/2014, 01h33
Parabéns pela iniciativa Deputado. Na verdade esse discurso de que filósofo não é um profissional é balela. O certo é que tem muita gente habilitada na área que pode trazer uma contribuição intelectual valiosa no serviço público. Se estes que são contra levassem a ferro e a fogo suas posições, então não haveria nem filósofos atuando como professores ( Até porque os sofistas eram professores itinerantes remunerado). Parabéns mais uma vez, e gostaria de receber informações de como anda o trãmite de projeto. Vá em frente.