Cronologia do impeachment
Fonte: livro "A OAB e o impeachment"
24/5/92: a revista Veja circulou com uma entrevista explosiva de Pedro Collor, irmão do ex-presidente.
26/5: Collor rebate, em rede nacional de TV, as acusações de seu irmão, dizendo-as falsas e insensatas.
27/5: requerida ao Congresso uma CPI Mista para investigar os fatos denunciados por Pedro Collor.
1/6: instala-se a CPI Mista.
21/6: Collor volta à TV para negar as acusações.
28/6: a revista IstoÉ circula com entrevista de Eriberto França, motorista do Planalto, que denuncia o esquema das contas-fantasma.
30/6: Collor afirma que sua vinculação com PC Farias limitou-se à campanha eleitoral.
1/7: o Movimento pela Ética na Política afirma ser dever da sociedade acompanhar e fortalecer a CPI.
27/7: em seu segundo depoimento à CPI, Cláudio Vieira menciona a "operação Uruguai".
31/7: a secretária Sandra Fernandes de Oliveira apresenta-se espontaneamente à CPI para revelar a farsa da "Operação Uruguai".
13/8: Collor conclama o povo brasileiro para sair às ruas com as cores nacionais, em sua defesa.
16.08: Multidões saem às ruas em todo o País, mas usando o negro, em sinal de luto.
23.08: o relator da CPI, senador Amir Lando, entrega seu relatório.
26.08: a CPI aprova o relatório: 16x5 votos. Cerca de 60 mil cidadãos aguardaram a votação do lado de fora do Congresso. 250 mil pessoas saíram em passeata na Avenida Paulista, em São Paulo.
01/9: Barbosa Lima Sobrinho (ABI) e Marcello Lavenere Machado (OAB) entregam a petição de impeachment ao Presidente da Câmara, deputado Ibsen Pinheiro.
06/9: a revista Veja mostra os jardins da Casa da Dinda, residência de Collor.
22/9: Collor apresenta sua defesa à Comissão Especial da Câmara dos Deputados.
23/9: o STF nega mandado de segurança impetrado por Collor para que o voto fosse secreto.
24/9: a Comissão Especial da Câmara aprova o parecer do deputado Nelson Jobim, favorável à autorização para o processo por crime de responsabilidade.
29/9: a Câmara, por 441 votos a favor, 38 contra, uma abstenção, autoriza a instauração do processo.
1/10: instaura-se processo no Senado.
2/10: Collor é afastado. O vice Itamar Franco assume provisoriamente, enquanto não se conclui o processo.
27/10: a Comissão Especial do Senado aprova o parecer do relator, senador Antonio Mariz.
9/11: a acusação entrega suas alegações finais.
3/12: a acusação apresenta seu libelo.
12/11: o procurador-geral da República, Aristides Junqueira, denuncia o presidente afastado Fernando Collor e mais 8 pessoas ao STF por prática de crime comum. Collor foi enquadrado nos crimes de corrupção passiva e formação de quadrilha.
21/12: na véspera do julgamento por crime de responsabilidade, Collor destitui seus advogados.
29/12: Collor apresenta pedido de renúncia, que é ignorado. O Senado decide prosseguir o julgamento, e, por 76 votos a 3 cassa o mandato de Collor e o inabilita para o exercício da função pública por oito anos.