IBGE revela redução de mão-de-obra infantil

17/09/2002 - 12:13  

Entre 1999 e 2001, o Brasil conseguiu reduzir em 13,3% o número de crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos envolvidos em algum tipo de trabalho infantil. Mesmo assim, mais de 2,2 milhões crianças ainda são exploradas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pela pesquisa, em 1999 havia no País 2,96 milhões de crianças trabalhando. Em 2001, esse número caiu para 2,23 milhões.

QUESTÃO PREOCUPANTE
De acordo com a pesquisa, em 1992, a parcela de menores entre 5 e 14 anos no trabalho era de 12,1%. No ano passado, esse percentual foi reduzido para 6,8%. Os dados também revelam que em 2001 a maior parte desses pequenos trabalhadores estava concentrada nas áreas agrícolas.
Na avaliação do deputado Paulo Paim (PT-RS), integrante da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, mesmo registrando redução, o trabalho infantil ainda é uma questão preocupante e que precisa ser erradicada. "Começa com mais investimentos na área de educação, além de fiscalização. É preciso mais investimentos em programas como o bolsa-escola, que nós adotamos em Brasília e no Rio Grande do Sul".

MENINOS TRABALHAM MAIS
Os dados da Pesquisa do IBGE também mostram diferenças entre a mão-de-obra de meninos e meninas. Desde 1992, os meninos são mais atingidos pelo trabalho infantil e são quase o dobro das meninas na mesma situação. No ano passado, 9,1% dos meninos de 5 a 14 anos estavam trabalhando, enquanto a parcela das meninas era de 4,5%.

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Por Gizele Benitz/ ND

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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