Direito e Justiça

Ao assumir CCJ, João Paulo diz que será absolvido pelo STF

02/03/2011 - 11:42  

Arquivo - João Paulo Cunha
João Paulo Cunha lembra que foi reeleito duas vezes após a denúncia do mensalão.

Ao assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) defendeu-se da acusação de ter recebido mensalão em processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Denunciado pelo Ministério Público Federal, João Paulo disse que tem fé na Justiça brasileira e acredita que será absolvido. “Às vezes a política vira uma guerra e atinge a reputação das pessoas, mas depois daquele episódio fui reeleito duas vezes eu não vou decepcionar os meus eleitores nem os deputados que me escolheram para presidir a CCJ”, afirmou.

João Paulo não quis citar prioridades, mas afirmou que a comissão deve analisar esse ano projetos que modificam a legislação eleitoral. Segundo ele, tudo o que não for objeto da reforma política, que tem uma comissão especial instalada para esse fim, será analisado pela CCJ.

Mudanças nos códigos Penal e Civil, além dos códigos de processo das duas áreas, também devem ter prioridade, mas o novo presidente quer ouvir dos integrantes da comissão quais as prioridades de cada partido antes de definir uma pauta para esses temas. Além de projetos sobre direito penal, ele acredita que projetos sobre segurança pública precisam ter prioridade.

Foi eleito 1º vice-presidente da CCJ o deputado Arthur Oliveira Maia (PMDB-BA). Os dois outros vices ainda não foram eleitos.

Perfil
O metalúrgico João Paulo Cunha começou sua carreira política como vereador em Osasco (SP), aos 24 anos. Ele foi deputado estadual por São Paulo e atualmente está em seu quinto mandato consecutivo na Câmara.

O deputado foi presidente da Câmara de 2003 a 2005. Também já foi titular da Comissão Mista de Orçamento e membro das comissões de Ciência e Tecnologia; de Constituição e Justiça e de Cidadania; de Defesa do Consumidor; de Desenvolvimento Urbano; de Finanças e Tributação; de Fiscalização Financeira e Control; e de Legislação Participativa.

Reportagem – Marcello Larcher
Edição – Wilson Silveira

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