Redução da jornada prejudica pequenas e microempresas, diz Fiemg
25/08/2009 - 12:58
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Robson Braga de Andrade, criticou há pouco a PEC 231/95, que reduz de 44 para 40 horas a carga horária semanal de trabalho. Na avaliação de Andrade, a proposta ignora a diversidade do País e de sua economia e também a promoção do desenvolvimento regional.
Segundo ele, as principais vítimas da mudança serão as micro e pequenas empresas, responsáveis por mais da metade dos empregos gerados no País.
Andrade também não acredita que a PEC aumente o número de postos de trabalho, como afirmam os defensores da medida. "É falacioso o argumento de que vai gerar 2 milhões de empregos. Se fosse tão fácil gerar empregos dessa forma, por que não reduzir a jornada em 50% E gerar de uma canetada mais de 12 milhões de empregos?", questionou.
Para as empresas, segundo o presidente da Fiemg, a PEC aumentará as despesas de contratação, de treinamento e de adaptação de espaço físico. O que gera novos empregos, disse ainda, são investimentos na produção e aumento das exportações, entre outras medidas.
Doenças
O presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores, José Calixto Ramos, disse, por outro lado, que a redução da jornada é instrumento efetivo de geração de postos de trabalho e redução do desemprego.
"A consequência das jornadas intensas é o aumento do número de doenças nos trabalhadores, como o estresse e a lesão por esforço repetitivo. O trabalhador possui pouco tempo livre para o convívio com a família, o descanso e o lazer", afirmou.
Assista à comissão geral ao vivo Reportagem - Noéli Nobre
Edição – Wilson Silveira
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