Construção civil diz que terá prejuízos com redução de jornada
25/08/2009 - 12:04
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, disse há pouco em comissão geral na Câmara que a redução da carga de trabalho de 44 para 40 horas semanais prejudicará o setor da construção civil.
Segundo ele, uma consequência imediata da medida será o aumento do custo direto das moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. "Seria de 4,8% [o aumento], como comprovado em estudo que passarei aos deputados. A verba destinada para o programa deixará de beneficiar 48 mil famílias: 240 mil brasileiros continuarão sem casa", afirmou, lembrando ainda que a prestação mensal a ser paga por uma família também aumentaria.
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Na opinião de Safady Simão, a redução da jornada interromperia a caminhada progressiva do setor nos últimos 25 anos. "O setor passar por um dos seus melhores momentos. Caminha corretamente na direção da formalidade. Os empregos formais crescem e os salários, resultados de negociações trabalhistas, se elevam acima da inflação", disse.
Crescimento
Diferentemente de Safady, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Miguel Eduardo Torres, defendeu a redução da jornada. Ele ressaltou que desde 1988, quando a jornada passou de 48 para as atuais 44 horas semanais, o País tem crescido e os investimentos na produção, aumentado.
"A redução da jornada foi mais que compensada pelo aumento da produtividade", afirmou. Reportagem - Noéli Nobre
Edição - Newton Araújo
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