Força Sindical pede votação já da redução da carga de trabalho

25/08/2009 - 11:38  

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), pediu há pouco, em comissão geral na Câmara, a votação da PEC 231/95, que reduz de 44 para 40 horas a carga de trabalho semanal no País. Ele leu requerimento de preferência de votação para a matéria assinado por diversos líderes partidários.

Paulo Pereira da Silva disse que a mudança não levará empresas à falência, mas beneficiará o Brasil. "O que quebra uma empresa é o excesso de imposto e não a redução da jornada de trabalho. De 1988 [ano em que a jornada passou de 48 para 44 horas] para cá, a produtividade no Brasil mais que triplicou. O País ganhou mercado e conseguiu até melhorar salário", disse.

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Mais vendas
Ele acredita que a redução gerará empregos e, consequentemente, aumentará o mercado interno. "A negociação feita entre trabalhadores e empresários neste ano aumentou o salário acima da inflação, deu 12% para o salário mínimo no meio da crise. Isso fez com que vocês, empresários, pudessem vender mais."

O deputado disse ainda que os empresários não querem negociar e afirmou que já tentou discutir o assunto com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE).

Retrocesso
O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, discordou de Paulo Pereira da Silva e disse que o empresariado quer, sim, negociar.

Por outro lado, ele afirmou que restringir a carga de trabalho para 40 horas semanais engessaria a relação capital-trabalho e significaria um retrocesso. "Essa proposta agravaria ainda mais a nossa competitividade. Na indústria elétrica, estamos perdendo espaço para a Índia em função dos baixos encargos sociais que existem naquele país."

Reportagem - Noéli Nobre
Edição - Newton Araújo

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