Câmara e Senado lembram 15 anos de implantação do Plano Real
07/07/2009 - 08:09
Os 15 anos de implantação do Plano Real serão lembrados hoje em sessão especial conjunta às 10 horas, no plenário do Senado. A realização da sessão foi proposta pelo senador Arthur Virgílio (AM) e pelo deputado José Anibal (SP), líderes do PSDB no Senado e na Câmara, respectivamente.
O senador lembra que o Plano Real, implantado no dia 30 de junho de 1994, a partir da edição da Medida Provisória (MP) 452/94, estabilizou a economia e resgatou o papel da moeda no país.
Virgílio lembra que a estabilização econômica que veio com o Real foi implantada em três fases. Em junho de 1993, houve a implantação do Programa de Ação Imediata, que tinha como meta reduzir e organizar os gastos da União.
Na segunda etapa, em 1994, foi implantada a Unidade Real de Valor (URV), que serviu de referencial de valores até a desmonetização da antiga moeda – o cruzeiro real. Finalmente, em 30 de junho de 1994, foi editada a medida provisória 542 - a MP do Plano Real. Essa MP foi assinada pelo então ministro da Fazenda Rubens Ricúpero, durante o governo de Itamar Franco.
Estabilização econômica
O programa brasileiro de estabilização econômica é considerado o mais bem sucedido de todos os planos lançados nos últimas décadas para combater casos de inflação crônica. Combinaram-se condições políticas, históricas e econômicas para permitir que o governo lançasse, ainda no final de 1993, as bases do programa de longo prazo.
O Plano Real permitiu o controle da inflação sem medidas heterodoxas como congelamentos de preços e confisco de depósitos bancários, que haviam sido usados em momentos anteriores. O controle da inflação possibilitou a retomada do crescimento econômico. Esse fato obrigou o Ministério da Fazenda a optar por uma política de restrição à expansão da moeda e do crédito, de forma a garantir que, na etapa seguinte, o Brasil pudesse registrar taxas de crescimento econômico autosustentáveis, viabilizando a retomada do crescimento com distribuição da renda.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e ex-ministro da Fazenda Rubens Ricúpero devem participar da sessão. Da Redação/PCS
Com informações da Agência Senado
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