Governo quer baratear ração para aumentar piscicultura na Amazônia

20/05/2009 - 14:25  

O ministro da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, Altemir Gregolin, informou há pouco que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Escola Técnica Federal do Amazonas estão desenvolvendo pesquisas para baratear o custo da ração utilizada na criação de peixes na Amazônia.

O ministro admitiu que o preço atual das rações é "um grande desafio" para desenvolver o setor na região, ao ser questionado sobre o assunto por deputados da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional que participaram de audiência pública, encerrada há pouco, para discutir o Plano Amazônia Sustentável Aquicultura e Pesca. Gregolin citou ainda a conclusão da BR 163 como uma outra medida que poderá reduzir os custos de produção.

O barateamento das rações foi listado entre os principais entraves da produção de peixes na Amazônia pelo deputado Silas Câmara (PSC-AM), presidente da comissão e autor do requerimento para a realização da audiência. Para ele, a coordenação das políticas públicas e seus investimentos também é importante para desenvolver a região.

Inclusão no Pronaf
O ministro informou ainda que o governo analisa a inclusão da aquicultura e a pesca no Pronaf Mais Alimento, programa destinado atualmente às pessoas físicas enquadradas como agricultores familiares no Pronaf.

"É uma linha de crédito excelente, porque financia até R$ 100 mil com juros de 2% ao ano e prazo de 10 anos para pagar", destacou. Na avaliação de Gregolin, esses recursos poderiam financiar a modernização das embarcações da região e a construção de tanques para criar os peixes.

Sudam
Durante a audiência, o deputado Asdrubal Bentes (PMDB-PA) defendeu a criação de uma comissão de deputados para cobrar a inclusão do Projeto de Lei 3430/08, do Poder Executivo, na pauta do Plenário.

A proposta cria 138 cargos em comissão e 34 funções gratificadas para compor os quadros do Ministério da Integração Nacional, nas superintendências do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e no Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit). Segundo Bentes, a aprovação é "fundamental" para fortalecer as ações da Sudam.

Reportagem - Rodrigo Bittar
Edição - Newton Araújo

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