Deputado pede incentivos para transporte público no Brasil

26/03/2009 - 12:38  

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) apontou há pouco os principais empecilhos para o desenvolvimento do transporte público no Brasil. O primeiro deles, disse, é a ausência de uma fonte de financiamento de infraestrutura para esse tipo de transporte. "As fontes que existem são orçamentárias e disputam recursos com a saúde e a educação. Em relação à Cide-Combustível, muito pouco fica nas cidades, a maioria dos recursos vai para as rodovias.

Zarattini foi um dos palestrantes de audiência pública com especialistas suecos que está sendo promovida pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Viação e Transportes.

Na reunião, Zarattini defendeu ainda o subsídio do transporte público no Brasil, de forma a reduzir as tarifas cobradas dos passageiros. "O subsídio, no entanto, não está incorporado na nossa cultura de governo", lamentou.

A estrutura tributária que recai sobre o transporte, observou também, é outro ponto que precisa de modificações. Não é admissível, em sua opinião, que os sistemas de metrô paguem tarifa industrial de energia elétrica, que é mais cara no horário de pico. "O serviço de transporte público não deveria ser tributado."

Integração
Na Suécia, conforme explicou o chefe de gabinete do Ministério de Empreendimento, Energia e Comunicação da Suécia, Stefan Andersson, o governo incentiva o uso do transporte público e também de veículos alternativos, como a bicicleta. A integração também é estimulada e uma pessoa pode ir para o trabalho de bicicleta e metrô, por exemplo, sendo que a bicicleta pode ficar guardada na estação de trem.

Também existe no país europeu, desde o ano passado, uma taxa de congestionamento cobrada dos motoristas. É uma forma de fazer com que os carros fiquem em casa.

Zarattini não acredita, porém, que um pedágio urbano funcionasse no Brasil. Segundo ele, uma taxa desse tipo poderia penalizar pessoas que não conseguiriam pagar por ela.

A reunião ocorre no plenário 8.

Reportagem - Noéli Nobre
Edição – Wilson Silveira

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