Detetive nega escutas ilegais e pede regras para a profissão
29/10/2008 - 16:29
Em depoimento na CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, o detetive particular Eloy de Lacerda Ferreira negou as acusações contra ele no processo judicial sobre escutas clandestinas. Ele esclareceu que não faz escutas telefônicas e que seu trabalho se limita à investigação de fatos requeridos por seus clientes e que só faz varreduras internas para escutas ambientais e não telefônicas.
O detetive sugeriu a regulamentação da profissão de detetive particular no Brasil para que haja regras claras para a atuação dos profissionais. O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), disse que o depoente pode encaminhar sugestões à CPI para serem incluídas no relatório.
Eloy Ferreira garantiu que não tem relação com as pessoas que foram presas pela Operação Ferreiro, da Polícia Federal, que disseram trabalhar para a família Lacerda. Ele explicou que vários de seus irmãos e sobrinhos têm escritório de investigação independentes do seu.
A Operação Ferreiro revelou um esquema de grampos ilegais realizados por uma quadrilha que usava o escritório do detetive particular como fachada.
O detetive continua a ser questionado por parlamentares no plenário 11. Reportagem - Cristiane Bernardes
Edição - Regina Céli Assumpção
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