Morre o deputado Max Rosenmann
26/10/2008 - 13:31
Morreu no último sábado (25), às 13h30, o deputado Max Rosenmann (PMDB-PR), em decorrência de complicações geradas por um derrame cerebral. Ele estava internado desde o dia 22 de outubro no hospital Santa Cruz, em Curitiba, onde foi submetido a uma cirurgia neurológica. O deputado foi enterrado no Cemitério Israelita Santa Cândida, em Curitiba.
Rosenmann, que cumpria o seu sexto mandato consecutivo, faria 64 anos no próximo dia 29 de novembro. Advogado de formação, era casado e pai de três filhos.
Histórico
O início da carreira legislativa de Max Rosenmann em Brasília coincidiu com a formação da Assembléia Nacional Constituinte, em 1987, quando também foi vice-líder do PMDB pela primeira vez. Ele era titular, na época, de duas subcomissões da Comissão de Ordem Social: a de Direitos dos Trabalhadores e Servidores Públicos; e a de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente.
Em sua última entrevista à Agência Câmara, veiculada no dia 1.º de outubro, o deputado fez uma avaliação crítica sobre os resultados da Constituinte, que completava 20 anos. Segundo ele, a nova Constituição, apesar de democrática, selou o desequilíbrio entre os poderes ao manter o presidencialismo como regime oficial do País. "O presidencialismo é um regime canalha, em que o Executivo manda. O presidente tem muito poder", sustentou.
Max Rosenmann também foi 4.ª secretário da Câmara, no biênio de 1991/1992, e participou de comissões permanentes e especiais. Mais recentemente, presidiu a Comissão Especial da Lei do Gás, em 2007; e foi o 1.º vice-presidente da Comissão Especial sobre o Sistema Único de Consórcios, em 2008.
Era titular das comissões permanentes de Finanças e Tributação, na Câmara; e da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, pelo Congresso Nacional.
No dia 19 de agosto, o Parlamento do Mercosul aprovou, em Montevidéu (Uruguai), declaração de autoria de Rosenmann em oposição às barreiras impostas pela União Européia à carne bovina dos países do bloco, que afetam principalmente o Brasil.
Outras atividades
Max Rosenmann foi diretor-geral da Casa Civil do governo do Paraná, em 1983. O deputado também teve participação intensa em missões oficiais no exterior. Entre elas, atuou como observador parlamentar da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, em 1991 e 1998; e como participante de eventos ligados a discussões, em vários parlamentos do mundo, sobre a família e o judaísmo, religião à qual pertencia.
Suplente Reportagem - Malena Rehbein
A vaga do deputado será ocupada por Marcelo Almeida (PMDB-PR).
Edição - João Pitella Junior
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