Diretor responsabiliza PF por atuação de ex-agente
10/09/2008 - 18:30
O diretor afastado do Departamento de Contra-Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Maurício Fortunato Pinto, responsabilizou integralmente a Polícia Federal pela presença de Francisco Ambrósio do Nascimento, ex-agente do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), nas investigações da Operação Satiagraha.
Durante depoimento na CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, o diretor disse que a Abin está "pagando um pato" que não é dela, e lamentou o fato de servidores da agência estarem sendo "achincalhados na imprensa e tratados como grampeadores".
"Houve descontrole interno da Polícia Federal, que, na investigação conduzida pelo delegado [Protógenes Queiroz], utilizou várias estruturas [pessoas] de maneira oficial e, pelo que estamos tomando conhecimento, estruturas não oficiais, que freqüentavam e trabalhavam dentro das instalações da Polícia Federal em Brasília", afirmou
Em defesa da Abin
Antes de fazer as declarações, o diretor declarou que estava "evitando" fazer acusações diretas contra a PF, mas que não iria "agüentar" ficar calado diante das críticas dos deputados às atividades da Abin na Operação Satiagraha. "Não vejo problemas no fato de a Abin ter participado da operação, com autorização oficial. Nada foi feito entre amigos e hoje a Abin se vê no meio da confusão, que não é nossa. A Abin entrou com apoio institucional; seus servidores estão chateados", declarou.
A audiência é realizada no plenário 2. Reportagem - Rodrigo Bittar
Edição - Maristela Sant´Ana
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