Atuação da Abin na Operação Satiagraha é confirmada

10/09/2008 - 16:37  

O diretor afastado do Departamento de Contra-Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência, Paulo Maurício Fortunato Pinto, afirmou há pouco que a atuação da Abin na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, foi motivada por um pedido do delegado Protógenes Queiroz, que comandou o trabalho da PF.

Protógenes, segundo o diretor, estava com pouco pessoal para pesquisar bancos de dados de pessoas físicas e jurídicas, e pediu apoio da Abin para essa atividade, que duraria um mês. Fortunato garantiu, no entanto, que toda a negociação foi feita de maneira formal, dentro "dos controles rígidos" que impedem um servidor da Abin de prestar algum serviço informal sem ser detectado. Ao longo da cooperação, 52 servidores da Abin trabalharam sob ordens diretas de Protógenes, em atividades em Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Fortunato negou que Francisco Ambrósio do Nascimento, ex-agente do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), tenha coordenado, na PF, escutas telefônicas que tiveram como alvos parlamentares, ministros e jornalistas, conforme denúncia da revista IstoÉ.

O diretor da Abin participa de audiência da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas. Os parlamentares querem esclarecimentos de funcionários da Abin e do STF sobre a interceptação de uma conversa do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Segundo denúncia publicada pela revista Veja, a Abin está envolvida no grampo ilegal que captou a conversa.

A audiência acontece no plenário 2.

Reportagem - Rodrigo Bittar
Edição - Maristela Sant´Ana

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