Diretor da Abin rebate críticas de Dantas

20/08/2008 - 15:46  

O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, rebateu as acusações que Daniel Dantas fez contra ele na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas, mas sem citar o nome do banqueiro. Lacerda confirmou que a participação da Abin na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, foi em atendimento a um pedido do delegado Protógenes Queiroz, que comandou as investigações.

Lacerda disse que, tão logo soube do pedido de Protógenes, informou que a colaboração da Abin se daria dentro do patamar rotineiro dos demais órgãos federais, que também integram o Sistema Brasileiro de Inteligência. "A Abin não participou de nenhuma atividade da qual não estivesse amparada pela lei. Portanto, qualquer citação de possível monitoramento de comunicação de qualquer natureza pública ou privada é um absurdo."

Ainda quanto à Operação Satiagraha, o diretor esclareceu que a Abin colocou à disposição da Polícia Federal serviços de consulta a base de dados cadastrais de pessoa física e jurídica; análise do material pesquisado, com apresentação de resumos; e a confirmação de endereços de pessoas investigadas.

Isenção jornalística
Lacerda fez críticas à imprensa pela não isenção jornalística e também pela discriminação das atividades da Abin. Ele citou matérias da revista Veja com denúncias de que a Abin praticaria escutas clandestinas e também de que o delegado Protógenes o mantinha a par de toda a operação Satiagraha. Lacerda desafiou os repórteres da revista a apresentarem provas concretas sobre essas denúncias para a CPI.

A reunião chegou a ser interrompida para os parlamentares votarem no plenário Ulysses Guimarães, mas os trabalhos já foram retomados no plenário 10.

Reportagem - José Carlos Oliveira/ Rádio Câmara
Edição - Regina Céli Assumpção

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