Relator considera graves denúncias contra Paulo Pereira

08/07/2008 - 15:41  

O deputado Paulo Piau (PMDB-MG), relator do processo contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, considerou as denúncias contra o parlamentar "extremamente graves", pois, afirmou, "dizem respeito a desvio de recursos públicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)". Ele questionou o deputado paulista sobre o destaque dado pela imprensa ao caso.

Paulo Pereira afirmou que não é tão famoso assim e que desconhece o porquê de o assunto ser tão comentado. "[As gravações da Polícia Federal que tratam do caso] não há nenhuma ligação dizendo `qual é a minha parte aí` nos recursos envolvidos", observou.

Conselho de administração
O deputado disse que conhece o presidente do conselho de administração do BNDES, ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, há mais de 20 anos, desde que o atual ministro era jornalista do jornal O Estado de São Paulo.

Também explicou que as indicações para o conselho do banco de João Pedro de Moura e Ricardo Tosto, ambos presos pela Polícia Federal por suposto envolvimento nas fraudes no BNDES, foram feitas pela Força Sindical. Os dois são ligados a essa central sindical, presidida por Paulo Pereira. O deputado confirmou que, de fato, João Pedro foi várias vezes a seu gabinete para tratar de convênios da central sindical com o Ministério do Trabalho.

De acordo com Paulo Pereira, o indicado da Força Sindical ao conselho do BNDES tem como função discutir onde serão investidos os recursos do banco para "promover o desenvolvimento do País". Entretanto, acrescentou, os conselheiros não têm poder de decisão no banco, que cabe às áreas operacionais daquela instituição financeira. "As decisões são aprovadas pela diretoria colegiada do BNDES", disse.

Auditoria externa
Ele leu nota técnica do banco, que explica como são feitas as operações da instituição. Paulo Pereira afirmou que, depois das denúncias, o BNDES contratou auditoria externa para apurar as possíveis irregularidades; e que o Conselho de Ética deveria convidar essa auditoria para ser ouvida pelo colegiado.

A reunião continua no plenário 7.

Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Renata Tôrres

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