Publicitários dizem temer mais o Conar do que uma lei

10/06/2008 - 12:52  

Representantes do setor publicitário defenderam a auto-regulamentação da publicidade no Brasil por considerar a medida mais eficiente que a fiscalização do cumprimento de leis sobre o assunto. Durante fórum na Câmara, o sócio da agência AlmapBBDO Marcello Serpa, o diretor de Relações Governamentais da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Paulo Tonet Camargo, e o presidente da agência Ogilvy, Sérgio Amado, afirmaram temer mais o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) do que a legislação brasileira.

Segundo eles, o Conar é mais eficiente que o poder público, que não fiscaliza, por exemplo, a venda de cigarros e bebidas a menores de idade. De acordo com esse ponto de vista, não adianta proibir a publicidade desses produtos.

Serpa, Tonet e Amado participaram do 1º Fórum Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária na Comunicação Social, promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. No encontro, o deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE), integrante da comissão, lembrou que a Constituição permite legislar para restringir a publicidade de agrotóxicos, medicamentos, bebidas e tabaco.

Já o coordenador de Relações Acadêmicas da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), Guilherme Canela, disse que a regulação por meio de lei ou de fiscalização tem que valer nos casos de ineficiência da auto-regulamentação.

O fórum foi interrompido e será retomado às 14 horas, no auditório da TV Câmara.

Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Noéli Nobre

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