Paulo Marinho não comparece a CPI para depor sobre grampo

13/05/2008 - 15:17  

O assessor Paulo Marinho, que foi alvo de grampo em 2001 em um suposto caso de espionagem empresarial, não compareceu à reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas, iniciada há pouco. Marinho informou que estava com um check-up médico marcado para hoje. O deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), que solicitou o depoimento, disse que vai marcar uma nova data.

Paulo Marinho era o principal assessor do empresário Nelson Tanure (proprietário do Jornal do Brasil). Seu telefone teria sido incluído indevidamente entre os números de telefones de criminosos, principalmente de traficantes, para que a escuta fosse autorizada pela Justiça. As escutas expuseram os bastidores da guerra empresarial entre o banco Opportunity e o grupo canadense TIW pelo controle das empresas Telemig Celular e Tele Norte Celular.

Sistema `Vigia`
A comissão ouve neste instante o gerente de Negócios da Empresa Suntech Intelligent Solutions, Fabiano Wiggers. A empresa é especializada no desenvolvimento de tecnologia para operadoras de telecomunicações e é responsável pelo sistema "Vigia" de escuta.

O depoimento, sugerido pelo deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), ocorre no plenário 9.

Reportagem - José Carlos Oliveira/Rádio Câmara
Edição - Francisco Brandão

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