Radialistas defendem ampliação da profissão
10/04/2008 - 12:52
O coordenador da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Radiodifusão e Televisão (Fitert), Antonio Carlos de Jesus Santos, disse há pouco que o radialista não trabalha só em rádio, mas desenvolve outras atividades em TV, produtoras e cinema. Para ele, existe uma linha tênue entre a produção de conteúdo e o entretenimento.
Antonio Carlos Santos participou de audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática sobre o PL 1337/03, que proíbe a concessão de registro provisório para o exercício da profissão de radialista. A proposta recebeu substitutivo do relator, deputado Beto Mansur (PP-SP), que, além de prever a medida, amplia as atribuições do radialista, que ficariam autorizados a exercer atividades como a redação de notícias de rádio e televisão.
Na opinião de Santos, o projeto deve também prever algumas funções novas que são desempenhadas por radialistas, mas que não estão regulamentadas, como o webdesign. "A atual regulamentação deve ser objetivo de uma revisão criteriosa e ampla, que tenha longevidade", disse.
Atestado
O presidente da Fitert esclareceu na reunião que o atestado de capacitação exigido para a liberação do registro do profissional não é o único documento requerido e que não é dado sem critério. Ele concorda com o fim desse atestado, desde que seja criado um curso profissionalizante que prepare as pessoas para o mercado de trabalho.
Antes de Santos, a professora da Universidade de Brasília Nélia Del Bianco havia criticado o fato de que hoje, para obter o registro, basta um atestado genérico. Nélia sugeriu que, para obter o atestado, o interessado comprove a participação em cursos de formação.
Linha tênue
O jornalista José Maria Trindade, da Rádio Jovem Pan em Brasília, disse que representa o profissional que desempenha uma atividade nessa linha tênue que existe entre o jornalismo e o radialismo. Ele afirmou que se considera um jornalista de rádio, não um radialista.
Na opinião de Trindade, o profissional do rádio deve saber fazer matérias e principalmente entrevistas. "É importante regulamentar pensando na formação dos profissionais para garantir o futuro da profissão", disse.
A audiência foi encerrada. Reportagem - Geórgia Moraes/Rádio Câmara
Edição - Noéli Nobre
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