Ministro diz que pagou tapioca antes do escândalo
08/04/2008 - 14:32
O ministro do Esporte, Orlando Silva, detalhou há pouco aos integrantes da CPMI dos Cartões Corporativos três gastos que, segundo ele, foram os mais alardeados pela imprensa. Com relação à despesa de R$ 8,30 com uma tapioca, Silva reafirmou que houve um engano. O cartão corporativo de um funcionário que trabalha em Brasília não pode ser utilizado para alimentação em Brasília. Segundo o ministro, o engano foi detectado pelo controle interno do ministério e, imediatamente, o valor correspondente foi recolhido por ele, ainda no dia 29 de outubro de 2007, antes das denúncias (ocorridas no dia 13 de janeiro).
Sobre os gastos com hospedagem em um fim de semana com a família no Rio de Janeiro, o ministro disse que estava trabalhando e que cumpriu agenda de trabalho em todos os dias de hospedagem (de sexta a terça-feira). Orlando Silva afirmou que, em alguns eventos oficiais, se exige que o ocupante de cargo público esteja acompanhado pelo cônjuge. Segundo ele, esse foi o caso de alguns compromisso no Rio de Janeiro. Ele disse ainda que a filha de 9 meses estava junto pelo fato de estar sendo amamentada. Esclareceu ainda que uma pessoa acompanhava a criança quando ele e sua mulher tinham de sair do hotel.
Orlando Silva afirmou que o controle interno do ministério, cotejando as tarifas pagas, percebeu que, diferentemente do que havia sido informado pela assessoria do ministro, havia sido cobrada uma tarifa mais alta e que havia um valor a recolher. O ministro disse que pagou a diferença.
Restaurantes
O ministro também explicou gastos em restaurantes em 2007 pagos com o cartão corporativo. Ele disse que os gastos dizem respeito a trabalho junto com a equipe ou encontros com dirigentes e autoridades. Silva ressaltou que os gastos não eram diários e que os encontros ocorreram, em média, a cada 15 dias.
O ministro também disse à CPMI que seus gastos com cartão corporativo foram auditados a seu pedido pela Controladoria-Geral da União (CGU) e colocados à disposição do Ministério Público, além de terem sido analisados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Orlando Silva disse que todas as informações de gastos com cartão desde que ele assumiu, em maio de 2006, estão disponíveis no Portal da Transparência. Ele também afirmou ter convicção de que o cartão é um instrumento de maior transparência na administração pública.
O ministro está sendo ouvido pela CPMI dos Cartões Corporativos. A reunião ocorre na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado. Reportagem - Vania Alves
Edição – Natalia Doederlein
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