Para procurador, escuta virou rainha das provas

25/03/2008 - 16:42  

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Antônio Carlos Bigonha, afirmou há pouco que a escuta telefônica está se transformando na "rainha das provas". Ele disse que, na idade média, a rainha das provas era a confissão. Segundo o procurador, os grampos vêm sendo usados como forma única de obtenção de provas - o que, em sua opinião, enfraquece o processo, porque, caso a prova obtida por meio da interceptação seja considerada ilegal ou insuficiente, não haveria outras provas para embasar a denúncia.

Antônio Carlos Bigonha participa de audiência pública promovida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas.

Inquérito aberto
O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), disse que não se pode fazer escuta se não houver inquérito policial aberto. Segundo ele, não se trata de uma questão corporativa, mas de dar segurança jurídica à investigação.

A comissão está reunida no plenário 9.

Reportagem - Marise Lugullo/Rádio Câmara
Edição - Renata Tôrres

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