Ministro diz que há preconceito no caso da tapioca
19/03/2008 - 13:46
O deputado Vic Pires Franco (DEM-PA) questionou o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, sobre a compra de uma tapioca pelo ministro dos Esportes, Orlando Silva, com cartão corporativo.
Hage disse que o único problema é que a despesa foi feita em Brasília, e gastos com alimentação em Brasília, explicou o ministro, não são permitidos para quem mora na cidade. Jorge Hage disse que a história ganhou notoriedade por preconceito. "Acho que, se fosse um sanduíche ou um cheeseburguer, não teria acontecido isso", disse.
Fiscalização prévia
Segundo Vic Pires, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, teria dito que o governo não deveria colocar informações no Portal da Transparência que não fossem pré-fiscalizadas.
Jorge Hage não concorda com uma fiscalização prévia. Ele acredita que Paulo Bernardo foi mal interpretado, pois não há sentido em mobilizar milhares de servidores para fiscalizar previamente os gastos. Hage lembrou ainda que as fiscalizações são feitas por amostragem.
O ministro da CGU está sendo ouvido pela CPMI dos Cartões Corporativos na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado. Reportagem – Sílvia Mugnatto /Rádio Câmara
Edição - Natalia Doederlein
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