Chinaglia defende votação do Orçamento mesmo sem acordo
10/03/2008 - 13:41
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, afirmou que a votação do Orçamento de 2008 vai ocorrer na quarta-feira (12) e que não é mais possível esperar por acordo. "O importante é colocar em votação e ver qual é a decisão da maioria", disse.
Chinaglia lembrou que ele e o presidente do Senado, Garibaldi Alves, já tinham dado prazo para que a votação do Orçamento ocorresse até o final de fevereiro. Como esse prazo esgotou, Chinaglia disse que é necessário que a proposta seja votada nesta semana.
Pauta da Câmara
Chinaglia disse que também é preciso votar as propostas que estão na pauta da Câmara. Ele lembrou que não há acordo sobre o projeto que trata das centrais sindicais (PL 1990/07 e que tranca a pauta do Plenário.
Um dos itens a serem analisados nesse projeto é a emenda do Senado que exclui a exigência de o trabalhador autorizar o desconto da contribuição sindical obrigatória em folha de pagamento. Chinaglia disse que, como ex-militante do movimento sindicalista, tem opinião de ir acabando paulatinamente com a contribuição sindical obrigatória.
Sobre a MP que proíbe a venda de bebidas em rodovias federais (MP 415/08), Chinaglia afirmou que é favorável à proibição. Ele disse, no entanto, que a MP deverá ser alterada para incluir outras medidas relacionadas à segurança no trânsito. Para o presidente da Câmara é importante, por exemplo, punir quem vende carteiras de motorista falsificadas e ampliar a fiscalização das estradas.
Campanha da fraternidade
Chinaglia reafirmou a importância dos temas escolhidos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a Campanha da Fraternidade. A Câmara realizou hoje sessão em homenagem à campanha de 2008, que trata de Fraternidade e Defesa da Vida.
O presidente da Câmara disse que essa discussão é necessária porque o Brasil é um dos países que registra o maior número de assassinatos. Ele lembrou também que, no País, uma pessoa morre em acidente de trânsito a cada 40 minutos.
A campanha promovida pela CNBB inclui o aborto e a eutanásia. Segundo Chinaglia, essa discussão faz com que a sociedade forme valores, o que ele considerada "democrático e extremamente útil". As declarações de Chinaglia foram feitas no Salão Verde.
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Reportagem - Paula Bittar/Rádio Câmara
Edição - Pierre Triboli
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