Claro diz que seu sistema de interceptação é seguro
06/03/2008 - 12:38
A diretora jurídica da Claro, Tula Peters, afirmou há pouco que a empresa conta com um setor específico para executar determinações judiciais de interceptação telefônica. Segundo ela, a equipe do setor trabalha em uma sala exclusiva, dentro de um esquema de segurança, com câmeras de vigilância. Além disso, os funcionários são treinados para evitar o vazamento de informações.
Tula Peters informou ainda que a Claro faz constantes auditorias no setor e que o próprio sistema de interceptação faz varreduras para ter certeza de que todas as quebras de sigilo existentes são as programadas pela empresa. Caso seja encontrada alguma interceptação não programada, o sistema derruba o grampo ilegal e gera um alerta.
A diretora participa de audiência da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas.
Senha
Em resposta ao relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), Tula Peters disse que a senha para que autoridades policiais acessem interceptações programadas é enviada por e-mail. Pellegrino, no entanto, levantou a possibilidade de essa senha ser, ela própria, interceptada por outra pessoa. Peters disse que, nesse caso, a pessoa teria de ter acesso também ao sistema policial, mas que vai acatar a sugestão de aperfeiçoar os mecanismos de segurança do procedimento.
A reunião ocorre no plenário 11. Reportagem - Paula Bittar/Rádio Câmara
Edição - Noéli Nobre
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