Claro confirma pedidos de quebra de sigilo, diz diretora
06/03/2008 - 10:52
A diretora jurídica da Claro, Tula Peters, informou há pouco, na CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, que qualquer pedido de interceptação das linhas da Claro é encaminhado primeiramente ao departamento jurídico da empresa. O pessoal do departamento, então, entra em contato com a vara judicial que enviou a solicitação para confirmá-la e também dados como o número do ofício e o nome do juiz responsável.
Com as informações confirmadas, a quebra de sigilo é feita pelo número do CPF ou do telefone do usuário investigado. Segundo Tula Peters, o sistema da Claro gera uma senha que é enviada para a autoridade judicial ou policial. Só a autoridade, segundo ela, poderá ter acesso ao sigilo por meio da senha.
A diretora disse ainda que, desde 2005, a Claro investiu R$ 4 milhões na aquisição desse sistema. A manutenção gera uma despesa de R$ 1,5 milhão por ano, paga pela Claro.
A CPI está reunida no plenário 11 e ouve nesta manhã representantes de empresas de telefonia. Reportagem - Paula Bittar/Rádio Câmara
Edição - Noéli Nobre
(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura `Agência Câmara`)
Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br