AMB aprova escutas, desde que sejam em casos excepcionais
05/03/2008 - 16:13
O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares Pires, afirmou há pouco ser favorável à escuta telefônica, desde que determinada judicialmente. Em sua opinião, a quebra de sigilo telefônico é um meio de investigação que deve ser preservado, com o cuidado no recolhimento das provas. Segundo Pires, é preciso cautela, por parte do juiz, no momento de acatar o pedido para a realização da escuta. Entretanto, ele destacou que essa medida deve ser uma exceção, e não uma regra, por tratar-se de uma ação extrema.
Mozart Valadares Pires participa da audiência pública promovida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas para ouvir representantes dos juízes e do Ministério Público. O objetivo é avaliar se o Poder Judiciário está obedecendo os ritos legais para a instalação de escutas telefônicas.
A reunião continua no plenário 11. Reportagem - Karla Alessandra/Rádio Câmara
Edição - Renata Tôrres
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