Criptografia é usada por empresas e órgãos do governo

04/03/2008 - 21:32  

O diretor de Relações Institucionais da Ronan Internacional Ltda., Raimundo Pinheiro de Castro Vieira Júnior, afirmou há pouco aos integrantes da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas que o serviço de criptografia de telefone oferecido pela empresa não é disponibilizado para qualquer pessoa. A criptografia dos telefones impede que a conversa seja ouvida mesmo que a linha esteja grampeada; com essa tecnologia, são ouvidos apenas chiados e ruídos.

Vieira Júnior disse que antes de disponibilizar o serviço a Ronan verifica quem está comprando. Além disso, ele ressaltou que, normalmente, a criptografia é feita para grandes empresas. No Brasil, segundo ele, o uso desse tipo de sistema é pequeno, mas Vieira Júnior reconheceu que alguns órgãos do governo usam o serviço.

O relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), disse que, apesar dos esforços das empresas, não há legislação regulando o uso dessa tecnologia e de outros aparelhos de interceptação telefônica. "Isso demonstra que cada vez mais a CPI terá o papel de sugerir alterações na legislação vigente para proteção do usuário", afirmou.

A audiência da CPI já foi encerrada. A comissão volta a se reunir amanhã às 14h30 para receber representantes da magistratura e do Ministério Público.

Reportagem - Karla Alessandra / Rádio Câmara
Edição - Natalia Doederlein

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