Técnico esclarece como eram liberadas escutas telefônicas

19/02/2008 - 15:56  

O ex-funcionário da área técnica da rede de acesso da Telemar José Luiz da França Neto informou há pouco que, em 1999, a empresa criou o Setor de Rede de Acesso para atender aos pedidos de interceptação telefônica solicitados por ordem judicial. França Neto contou que, naquele ano, o Ministério Público pediu que todas as interceptações fossem feitas por funcionários da Telemar. Segundo o técnico, havia denúncias de que funcionários terceirizados estavam vazando informações.

A responder a questionamento do relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), França Neto explicou que, mesmo os pedidos de interceptação telefônica feitos por autoridades policiais (Polícia Civil, Federal ou Ministério Público) eram checados com um juiz antes de serem atendidos. Segundo o técnico, a Telemar não tinha local fixo para interceptação das chamadas, que era feito no lugar solicitado pela autoridade policial.

França disse também que as ligações da Telemar eram de cabo a cabo, ou seja, a empresa só tinha contato com a parte técnica de disponibilidade da rede. Ele enfatizou que não tinha ação sobre a voz interceptada pela autoridade policial. Segundo o técnico, as autoridades policiais possuíam locais reservados para essa interceptação, que era ativada pela Telemar por 15 a 30 dias, de acordo com a autorização judicial.

José Luiz da França Neto presta depoimento na CPI das Escutas Telefônicas. A comissão continua reunida no plenário 11.

Reportagem - Regina Céli Assumpção
Edição - Renata Tôrres

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