Dilma afasta temor de desabastecimento de gás no Rio e SP
18/12/2007 - 16:33
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou há pouco que, com a descoberta de reservas de gás na bacia de Campos (RJ) e com as obras realizadas no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o setor, está praticamente afastada a hipótese de desabastecimento de gás para São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo ela, o governo ainda vai investir nas usinas térmicas a gás como substituto dos grandes reservatórios de água para hidrelétricas, que seriam agressivos ao meio ambiente. Ao mesmo tempo, a transformação de térmicas em biocombustíveis é cara, e essa alternativa deveria ser evitada.
Dilma considera um contra-senso opor fontes de energia alternativas ao gás natural a sua utilização em usinas térmicas de energia elétrica. Ela explicou aos deputados que a tarifa de energia inclui as térmicas contratadas no período em que estão desativadas por não serem necessárias ao fornecimento de energia elétrica. Nesse período, a venda de gás à indústria e a veículos pode custear o transporte de gás por gasodutos, que é elevado.
A ministra da Casa Civil já foi secretária estadual (RS) e ministra de Minas e Energia. Ela explicou que o Brasil ainda está na infância do uso de gás natural, e há potencial para sua utilização. O Brasil tem um consumo em torno de 30 milhões de metros cúbicos por dia de gás, mas somente o entorno de Buenos Aires, na Argentina, gasta 100 milhões de metros cúbicos por dia.
A audiência pública, promovida pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Fiscalização Financeira e Controle, está sendo realizada no plenário 8. Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Francisco Brandão
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