Procuradora não crê em direito de resposta a religião afra
21/11/2007 - 16:38
A procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Ela Wiecko Castilho, afirmou há pouco, na audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, que não acredita na concessão, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), de direito de resposta às religiões afro-brasileiras. Ela observou que o recurso só seria concedido em ações penais.
Representantes de religiões afro-brasileiras entraram em 2003 com ação civil pública contra a Record e a Rede Mulher, ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus. O direito de resposta chegou a ser conquistado em primeira instância, mas as emissoras recorreram ao STJ.
TVs públicas
A procuradora apontou para a necessidade de buscar estratégias para sensibilizar os difusores sobre o tema. "As TVs públicas têm mais facilidade de promover diversidade religiosa", sugeriu.
Ela citou várias situações de preconceito contra as religiões afro-brasileiras, entre elas a depredação de imagens de orixás em Brasília e a profanação de terreiros na Bahia.
A reunião continua no plenário 11. Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Francisco Brandão
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