Relator da ONU critica investigação de crimes da polícia
14/11/2007 - 14:09
O relator especial da ONU sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, Philip Alston, afirmou há pouco que, no Brasil, a maioria dos inquéritos policiais sobre assassinatos cometidos pela própria polícia é ineficaz e não resulta em punições. Ele disse ainda que a opinião pública apóia grandes operações que resultam na morte de criminosos, o que dificulta o combate às execuções sumárias ou arbitrárias.
Philip Alston está em missão oficial no Brasil para reunir informações sobre denúncias de violações dos direitos humanos e participou de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Na reunião, ele defendeu mais investimentos nas penitenciárias brasileiras.
Em visita a uma casa de detenção provisória em São Paulo, Philip Alston constatou, por exemplo, a superlotação das celas, que abrigavam presos em um número três vezes superior a sua capacidade. Segundo ele, situações como essa colaboram para aumentar a violência não apenas internamente, mas em toda a sociedade brasileira.
Ainda nesta tarde, Alston apresentará um relatório preliminar de seu trabalho no País, em entrevista coletiva marcada para as 16 horas, em Brasília.
CPI Reportagem - Paula Bittar/Rádio Câmara
A Comissão de Direitos Humanos entregou ao relator da ONU uma cópia digitalizada do relatório da CPI do Extermínio no Nordeste, que funcionou em 2005 na Câmara.
Edição - Noéli Nobre
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