Religiosos e advogados reclamam de acesso a presídio no ES

08/11/2007 - 18:09  

Advogados e entidades religiosas ligadas aos direitos humanos denunciaram há pouco, na audiência pública da CPI do Sistema Carcerário, dificuldades para acesso aos presos no Espírito Santo. Os representantes das pastorais Carcerária, Camile Santana, e do Menor, padre Xavier Paolilo, acusaram os agentes penitenciários de não permitir acesso aos presidiários e dificultar a expedição de carteiras para entrar nas instalações. Eles ainda se queixaram da falta de local apropriado dentro dos presídios para assistência religiosa.

O representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Espírito Santo André Luiz Moreira também reclamou de constrangimentos contra advogados que atendem os presos. Ele afirmou que os defensores são acusados de fazer tráfico de informação dos clientes. "Tem prevalecido a lógica de matar o mensageiro para atingir a mensagem", ironizou.

O coordenador do grupo especial de promotores criado para acompanhar a execução penal, César Ramaldes, destacou a necessidade de desenvolver sistemas que permitam receber o apenado e reinseri-lo na sociedade após ter cumprido a pena.

A audiência pública prossegue na Assembléia Legislativa do Espírito Santo.

Reportagem - Rodrigo Bittar/Enviado especial ao Espírito Santo
Edição - Francisco Brandão

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