Ministério explica como é feita classificação indicativa
08/11/2007 - 12:20
O coordenador de Classificação Indicativa do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, Gustavo Camilo Baptista, explicou há pouco que a classificação indicativa dos conteúdos audiovisuais elaborados pelo Ministério da Justiça leva em conta o desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes.
Segundo ele, crianças de até 10 anos de idade são egocêntricas, porque não conseguem se colocar no lugar de outra pessoa, ainda não têm uma consciência moral desenvolvida e seguem regras com medo de castigos, caso não as obedeçam. Baptista informou que, para essa faixa etária, são classificados como inadequados programas que apresentem nudez ou qualquer conteúdo sexual.
Ainda de acordo com o coordenador, entre 12 anos e 14 anos encerra-se o desenvolvimento cognitivo. "A partir daí, a preocupação é com a formação da personalidade e com a identificação dos adolescentes com o conteúdo exibido, que pode fazer com que eles queiram imitar o que é veiculado", afirma. Por isso, segundo Baptista, os conteúdos para essa faixa etária não podem ter nudez frontal ou cenas explícitas de sexo e violência.
Gustavo Camilo Baptista participa da audiência pública promovida pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado para discutir os danos sociais e psicológicos da pornografia.
A reunião continua no plenário 6. Reportagem - Maria Neves
Edição - Renata Tôrres
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