Petros defende previdência complementar para servidores
30/10/2007 - 16:10
O presidente da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros), Wagner Pinheiro de Oliveira, afirmou há pouco que considera positivo o Projeto de Lei 1992/07, do Poder Executivo, que regulamenta o fundo de previdência complementar dos servidores públicos. Como exemplo, ele informou aos deputados da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público que a Petros tem obtido rendimentos acima da meta.
A metas das aplicações que a entidade faz no mercado com os recursos arrecadados junto aos participantes dos planos de aposentadoria é de ganho de 6% ao ano, descontada a inflação. Porém, desde 1999, a rentabilidade real das aplicações ficou em 9% ao ano. Apenas em 2001, a meta proposta não foi cumprida. Naquele ano, os ganhos foram de 5% acima da inflação.
Reforma
No entanto, o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), Magno Mello, fez críticas à previdência complementar. Ele teme que o PL 1992/07 desencadeie uma nova reforma da Previdência. "Trata-se de uma mudança profunda no regime previdenciário do servidor público federal", observou.
Mello lembrou que, mais de 20 anos atrás, seu pai, que era advogado da União aposentado, ganhava seis vezes menos que o tio, funcionário aposentado do Banco do Brasil. Hoje, segundo ele, a relação se inverteu. "Meu pai ganha cinco ou seis vezes mais do que meu tio", comentou.
A aposentadoria dos funcionários do banco segue o modelo de previdência complementar. Já os proventos de aposentados da AGU tem vínculo com os servidores.
A reunião prossegue no plenário 12. Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Francisco Brandão
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