Carvoarias geram trabalho degradante e escravo no Pará
25/10/2007 - 15:53
O assessor da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho, Marcelo Gonçalves Campos, disse que o principal problema associado à produção do carvão vegetal no País é a situação de trabalho degradante daqueles que exploram as matas nativas.
Campos disse, durante o debate na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que os fiscais do trabalho têm atuado principalmente no pólo siderúrgico de Carajás (PA), onde foram identificados diversos casos de trabalho análogo à escravidão.
Segundo o assessor, a responsabilidade por essa situação tem sido atribuída às siderúrgicas. Ele ressaltou que o vínculo entre as empresas e esses trabalhadores já foi reconhecido em primeira instância pela Justiça do Pará.
Outros estados
Em relação ao pólo do Sudeste, que tem produção principalmente em Minas Gerais, o assessor disse que a situação dos trabalhadores é melhor. Ele afirmou, no entanto, que existem problemas trabalhistas em estados que produzem carvão vegetal com mata nativa destinado a Minas. Entre esses estados estão Bahia, Goiás e Mato Grosso do Sul.
O deputado Sarney Filho (PV-MA) ressaltou que as operações realizadas em Carajás (PA) por fiscais do Trabalho e da área ambiental já surtiram efeito, pois reduziram o número de carvoarias clandestinas. O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) afirmou, no entanto, que a comissão também precisa discutir a produção de carvão vegetal no Mato Grosso do Sul. Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Janary Júnior
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