Deputados da base prevêem adiamento da votação
24/10/2007 - 18:34
O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) defendeu que o plenário prorrogue a discussão sobre a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que pode aumentar os gastos com saúde em todos os níveis de governo. Ele disse que ouviu rumores de uma proposta da área econômica do governo. "É uma proposta pequena, vai ter que melhorar", disse.
Perondi acredita que não será possível chegar a um consenso que envolva governo e parlamentares antes da próxima terça-feira (30). O deputado gaúcho avalia que a falta de financiamento da saúde só será resolvida se 10% da receitas correntes líquidas da União forem destinadas à área da saúde.
O vice-líder do governo deputado Henrique Fontana (RS) disse que a dificuldade de votar a matéria imediatamente tem explicação. "Toda vez que chegamos ao momento de votar matérias importantes, surgem algumas dificuldades", afirmou.
O apoio a um possível adiamento da votação da regulamentação, de acordo com o deputado Pepe Vargas (PT-RS), não significa que o partido é contra a matéria. Ele lembrou que o autor do Projeto de Lei Complementar 1/03, que regulamenta a emenda, e o relator do projeto, respectivamente os deputados Roberto Gouveia (SP) e Guilherme Menezes (BA), são petistas.
Sessão extraordinária
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, já avisou que se o projeto não for votado hoje analisará a sua inclusão na pauta de uma sessão extraordinária que será convocada para amanhã. No entanto, ele não deu garantias de que isso ocorrerá.
O vice-líder do DEM deputado Ronaldo Caiado (GO) disse que a saúde está numa situação calamitosa e que o discurso de Perondi revela que o governo que adiar a votação da regulamentação da Emenda 29 "sine die" (sem prazo determinado). Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Marcos Rossi
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