Brasil tem vantagem competitiva na produção do etanol
18/10/2007 - 15:51
Os participantes da audiência pública sobre a produção do etanol a partir do processo de hidrólise da celulose, promovida pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável na manhã de hoje, foram unânimes ao destacar as vantagens comparativas do Brasil em relação aos demais países. O pesquisador Carlos Eduardo Vaz Rossel, do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), destacou que o País tem o maior mercado de bioetanol do mundo, a maior integração com unidades produtoras e maior disponibilidade de matéria-prima.
A coordenadora científica da Rede Bioetanol da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia, Elba Pinto da Silva Bom, ressaltou que há mais de dez opções de tecnologia que incluem os processos químico e de fermentação para essa produção. Ela destacou, ainda, a vantagem da biodiversidade brasileira, que produz todos os microorganismos necessários para a fermentação do álcool e todas as enzimas usadas na hidrólise enzimática.
Segundo a coordenadora, as pesquisas sobre enzimas também são importantes como forma de antecipação econômica ao mercado internacional. Ela informou que muitas empresas internacionais já estão investindo na produção de enzimas porque elas compõem uma parte do custo do processo. Elba disse ainda que, atualmente, se fosse aproveitado apenas 12% do bagaço de cana produzido no Brasil, seria possível produzir 2 bilhões de litros de etanol sem expandir a área plantada.
Produção de energia Reportagem - Cristiane Bernardes
O coordenador de Pesquisa Tecnológica do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Suleiman José Hassuani, informou que existem dois tipos de hidrólise da biomassa para produção de etanol: a ácida e a enzimática. A biomassa produzida a partir da cana-de-açúcar pode ser aproveitada em projeto de gaseificação - produção de gás que pode servir para energia elétrica, fertilizantes e combustíveis líquidos. Nesses casos, já existem estudos e plantas-piloto. Além disso, a biomassa pode ser utilizada na geração de energia elétrica, que já ocorre com a queima da palha.
Edição - Pierre Triboli
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