Custo de etanol produzido com bagaço é alto, diz empresa

18/10/2007 - 12:59  

O assessor da Vice-Presidência de Tecnologia e Desenvolvimento da Dedini Indústrias de Base, Vadson Bastos do Carmo, disse que ainda não há viabilidade econômica para o processo de hidrólise da celulose (processo que permite a produção de etanol a partir do bagaço e da palha da cana). Ele informou que a empresa, porém, já tem uma planta piloto que utiliza essa tecnologia, sediada em Pirassununga (SP), com uma produção de 5 mil litros de etanol por dia.

O assessor ressaltou que o desenvolvimento dessa tecnologia é importante porque, atualmente, apenas 1/3 da capacidade energética da cana é aproveitada. Ele lembrou que, na safra 2006-2007, a capacidade energética do álcool no Brasil foi equivalente a 485 mil barris de petróleo por dia. A expectativa para safra de 2010-2011 é que esse valor aumente para 650 mil.

A Dedini Indústrias de Base produz equipamentos para usinas de produção de açúcar e álcool. A empresa foi criada em 1920 e hoje tem 4,7 mil funcionários.

As declarações do assessor foram feitas na audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que discute a produção de etanol a partir do processo de hidrólise da celulose. A audiência foi encerrada.

Reportagem - Cristiane Bernardes
Edição - Pierre Triboli

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