Política pública deve incluir solidariedade, diz Chinaglia

Da Agência Câmara - 17/09/2007 - 12:09

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, afirmou há pouco que a elaboração de políticas públicas para o País passa pela solidariedade. Chinaglia, que participou da abertura do Seminário de Políticas Públicas, que está sendo promovido pela Frente Parlamentar Evangélica, afirmou ainda que esse debate é central quando se quer uma sociedade mais justa.

No encontro, Chinaglia disse que a sociedade está "doente" e observou que jovens de 15 a 29 anos morrem principalmente de causas externas, como assassinatos, acidentes, suicídios e afogamentos. As famílias, disse, disputam os filhos com o crime, o desvio, o narcotráfico.

Parceria

Os deputados Pastor Manoel Ferreira (PTB-RJ) e João Campos (PSDB-GO), presidente e vice-presidente da Frente Evangélica, respectivamente, destacaram que o objetivo do seminário é capacitar as lideranças evangélicas para atuar como parceiros nas políticas públicas de governo na área social. João Campos observou que a igreja está presente em todo o território nacional e tem uma visão mais ampla do que apenas a espiritual, que é o apoio social às pessoas carentes. "Nada melhor do que ser parceiro do governo para fazer com que os programas e ações cheguem à ponta", disse Campos.

Ele ressaltou que, para isso, é preciso conhecer programas e se informar sobre a parte técnica, como o estabelecimento de convênios e a prestação de contas. Disse também que é preciso identificar os programas de governo que contrariam a doutrina da igreja, como os de distribuição de camisinhas e de seringas. "São programas pontuais, porque a grande maioria é de programas bons, que não contrariam nossos princípios", disse João Campos.

Impostos

Arlindo Chinaglia aproveitou também a abertura do seminário para falar sobre a necessidade de impostos para o financiamento do Estado. Manifestando-se contrariamente ao argumento que associa a cobrança de impostos ao subdesenvolvimento, o presidente afirmou que os países nórdicos oferecem qualidade de vida ao mesmo tempo em que cobram os impostos mais altos do mundo.

Por outro lado, Chinaglia condenou a corrupção. "É inaceitável não só o agente público pegar o dinheiro público, mas também o agente corruptor, que o faz para ganhar dinheiro fácil à custa do Estado."

Reportagem - Luciana Mariz
Edição - Noéli Nobre

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