Filhos de presidiárias ficam sem direito à amamentação
11/09/2007 - 19:32
A coordenadora nacional da Área de Mulheres Encarceradas da Pastoral Carcerária da CNBB, Heidi Ann Cerneka, e a fundadora do Serviço Ecumênico de Militância nas Prisões (Sempri), Wilma Melo, destacaram há pouco que os filhos das presidiárias não têm o direito de serem amamentados, porque, em grande parte das prisões, isso não é permitido ou não há condições para a amamentação. De acordo com Heidi Cerneka, o vínculo familiar é uma das principais bases da ressocialização — daí a necessidade de mudar esse quadro.
Já Wilma Melo ressaltou que, se há 400 mil presos no Brasil, existem pelo menos 2 milhões de pessoas com vínculos carcerários. Portanto, segundo ela, é preciso pensar também nessas pessoas.
As expositoras participaram do seminário "A Execução Penal Brasileira e a Ressocialização de Presos e Egressos" — encerrado há pouco —, promovido pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.
O presidente da comissão, deputado João Campos (PSDB-GO), informou que o resultado do seminário será consolidado em um documento. Reportagem - Vania Alves
Edição - Renata Tôrres
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