Delegado defende ações administrativas contra contrabando

30/08/2007 - 13:19  

O coordenador-geral de Polícia Fazendária do Departamento de Polícia Federal, delegado Joaquim Mesquita, afirmou há pouco que a instituição deve colocar em prática todas as medidas administrativas e de fiscalização antes de promover grandes operações de combate ao contrabando e à pirataria. Ele participou de audiência pública promovida pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Mesquista afirmou que as grandes operações devem ser o último recurso a ser adotado.

Ainda assim, Mesquita destacou a Operação Dilúvio, realizada no ano passado, como a maior operação do tipo já promovida no País. A operação, realizada em conjunto com a Receita Federal, investigou 112 empresas. Nela, foram presas 150 pessoas e apreendidos mais de 1 milhão de dólares (cerca de R$ 2 milhões) em mercadorias em 10 estados brasileiros.

Campanhas
Na audiência, o coordenador especial de vigilância e repressão da Secretaria da Receita Federal, Mauro Brito, afirmou que o processo repressivo é desgastante e complicado. Ele sugeriu a realização de campanhas de esclarecimentos sobre as desvantagens do contrabando e os benefícios da economia formal. Brito lembrou, no entanto, que as populações fronteiriças em geral são contrárias à fiscalização, pois muitas pessoas vivem do contrabando e perderiam seus empregos.

Ainda segundo ele, a Receita tem feito parcerias com o Judiciário e com o Exército que atua nas fronteiras para combater o contrabando.

A audiência foi encerrada há pouco. O evento foi promovido pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

Reportagem - Geórgia Moraes/Rádio Câmara
Edição - Noéli Nobre

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