Pagamento pode revelar trama de pistoleiro, diz policial

23/08/2007 - 14:00  

O chefe do setor de investigação do 7º Distrito Policial de Osasco (SP), Geraldo Buscariolli Júnior, informou que, em 14 de junho, o funcionário da Igreja do Evangelho Quadrangular Odair da Silva viajou no mesmo vôo que os deputados Mário de Oliveira (PSC-MG) e Carlos Willian (PTC-MG). Ao ser preso em Osasco (SP), em junho, Odair acusou Mário de Oliveira de ordenar a contratação de um pistoleiro para matar o deputado Carlos Willian.

Em depoimento no Conselho de Ética, o policial disse que o funcionário não teria condições financeiras de comprar a passagem (Brasília-Belo Horizonte) e, por isso, supôs que ela tenha sido adquirida por um dos deputados. "Alguém comprou duas passagens", disse Buscariolli.

Para o policial, se fosse possível comprovar que Mário de Oliveira pagou a passagem, isso reforçaria a versão de Odair. No entanto, se o valor tivesse sido pago por Carlos Willian, poderia indicar uma armação contra Oliveira. O policial deduziu, porém, que nesse dia Odair veio estudar os hábitos de Carlos Willian.

Tempo insuficiente
Questionado pelo deputado Dagoberto (PDT-MS) se, em algum momento, desconfiou da possibilidade de armação, o policial lamentou que o caso só tenha ficado dois dias com a sua equipe. Ele afirmou que não houve tempo, portanto, de aprofundar as investigações. O investigador também disse que Odair revelou fatos da intimidade do deputado Mário Oliveira. Por esse motivo, a reunião passou a ser fechada.

Neste momento, o Conselho de Ética realiza reunião reservada. Os deputados estão ouvindo a policial Antonieta Buonopana, também de Osasco.

Reportagem - Luciana Mariz
Edição - Pierre Triboli

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