Mário de Oliveira depõe no conselho e se diz inocente

08/08/2007 - 16:57  

Em depoimento no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o deputado Mário de Oliveira (PSC-MG), acusado de contratar pistoleiros para uma tentativa frustrada de assassinar o deputado Carlos Willian (PTC-MG), disse que é inocente e está tranqüilo. Oliveira responde a processo por quebra de decoro parlamentar apresentado pelo PTC.

Ele afirmou que conhece Willian desde 1982, quando foi candidato a deputado federal pela primeira vez. Segundo o deputado, a Igreja do Evangelho Quadrangular, da qual é integrante, foi a responsável pelas campanhas de Willian para vereador e também para deputado federal, em sua primeira candidatura. No entanto, em 2003, explicou, devido a um incidente nos cultos, Willian se desligou da igreja.

O parlamentar destacou que desde 2005 não conversa com Willian, e que não há nenhuma dívida ou questão financeira pendente entre os dois.

Armação
Mário de Oliveira afirmou que não sabe o porquê da denúncia de Odair da Silva, funcionário da Igreja do Evangelho Quadrangular em São Paulo que teria contratado um pistoleiro conhecido como "Alemão" para assassinar Willian. Odair foi preso em Osasco (SP) e disse que agiu seguindo orientação do deputado.

Para Oliveira, foi uma surpresa. Ele disse que é possível que seja tudo uma armação. "O ser humano é imprevisível, e quem trai a gente é o amigo, e não o inimigo", ressaltou.

O deputado disse ainda que o relatório da Polícia Civil de São Paulo sobre o caso tem 21 itens contraditórios que ele pretende apresentar no decorrer do processo.

Gravação
A deputada Solange Amaral (DEM-RJ), relatora do processo, destacou que já pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) cópia da gravação de uma conversa que teria ocorrido entre Odair e Alemão.

Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Marcos Rossi

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