Ranhuras permitiriam pouso mais tranqüilo, diz TAM
02/08/2007 - 12:17
O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, afirmou há pouco que se houvesse ranhuras no aeroporto de Congonhas, o procedimento de pouso do Airbus A-320, que não conseguiu frear e acabou explodindo, depois de um choque contra um prédio da empresa, "teria sido mais tranqüilo". Ele afirmou, no entanto, que ainda é difícil antecipar os fatores que contribuíram para o acidente. "Seria prematuro dar qualquer explicação antes do encerramento das investigações", disse ele, ao ser questionado sobre os motivos que teriam impedido o avião de frear.
Em depoimento na CPI da Crise Aérea, Bologna reconheceu que o avião estava com um de seus reversos "pinados" (travados), mas informou que o defeito está dentro da situação de normalidade, segundo o manual da Airbus.
Questionado pelo relator da CPI, deputado Marco Maia (PT-RS), o presidente da TAM negou informações divulgadas pela imprensa segundo as quais as turbinas do Airbus fossem de segunda linha. Segundo Bologna, as turbinas foram compradas do consórcio europeu-americano IAE e não da empresa israelense IAI, que não fabrica turbinas.
Sobre a indenização às vítimas do acidente de 1996, Bologna respondeu que 90% das famílias já foram indenizadas e que os 10% restantes se referem a processos fora do Brasil.
A reunião da CPI prossegue no plenário 2. Reportagem - Roberto Seabra
Edição - Pierre Triboli
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