Anac defende restrições em Congonhas para melhorar tráfego
25/07/2007 - 12:18
O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, rejeitou as críticas de que a decisão de limitar os vôos no aeroporto de Congonhas (SP) não vai surtir efeito prático para contornar a crise aérea. Segundo ele, a proibição de conexões, de distribuição de vôos e de paradas em Congonhas vai dar mais fluidez ao tráfego aéreo no País. "Isso é absolutamente necessário", defendeu Zuanazzi, em resposta ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que preside a reunião da CPI da Crise Aérea.
Na reunião, a deputada Luciana Genro (Psol-RS) criticou duramente a atuação da Anac desde o acidente com o avião da Gol, em setembro do ano passado. Segundo a deputada, a agência tem sido incapaz de contornar os problemas dos aeroportos brasileiros. Ela disse que Zuanazzi está buscando isentar a Anac de suas responsabilidades, quando afirma que a liberação da pista do aeroporto de Congonhas seria de responsabilidade da Infraero. "Está na lei. Quem libera é a Anac e o comando da Aeronáutica", disse a deputada.
Luciana Genro estranhou o fato de a pista de Congonhas ter sido liberada sem nenhuma restrição para pousos ou decolagens em dias de chuvas, uma vez que as obras de ranhura não haviam sido executadas. Para ela, apesar de as causas do acidente com o avião da TAM ainda serem desconhecidas, é quase certo que a pista tenha contribuído.
A reunião da CPI prossegue no plenário 2. Reportagem - Janary Júnior
Edição - Pierre Triboli
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