Empresário defende operação concentrada de contêineres
04/07/2007 - 13:10
O presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público, Wady Jasmin, defendeu há pouco a concentração da operação de terminais de contêineres em poucas empresas. Em audiência pública na Comissão de Viação e Transportes, ele apresentou dados referentes aos principais portos do mundo para mostrar que apenas uma ou duas empresas controlam esse tipo de operação.
No Brasil, o sistema é o mesmo, mas há quem acredite que o serviço deve ser dividido entre várias empresas. "É preciso acabar com essa bobagem de que a concentração de mercado é nociva. Somente ela pode garantir o menor preço ao usuário", afirmou Jasmin, que é diretor de uma empresa que controla 46% da operação de contêineres no porto de Santos (SP).
Áreas ociosas
O diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários, Wilen Mantelli, pediu a realização de licitações de áreas ociosas existentes nos portos brasileiros. Ele afirmou que há 6 anos não há licitações e reclamou do fato de, em toda a costa brasileira, serem operados apenas 6 milhões de contêineres por ano. Para comparar, o diretor lembrou que só o porto de Roterdã (Holanda), o maior da Europa, movimenta 10 milhões.
A audiência ocorre no plenário 11. Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Noéli Nobre
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