Diretora da Infraero nega recebimento de propina
21/06/2007 - 11:32
A diretora de Engenharia da Infraero, Eleuza Terezinha Manzoni dos Santos Lores, negou à CPI da Crise Aérea que tivesse recebido recursos da empresa Aeromídia e disse que autoriza a abertura de seus sigilos fiscal e bancário para comprovar seus rendimentos. Segundo denúncias divulgadas pela imprensa, a Aeromídia teria pago propina a diretores da Infraero para que seus serviços fossem contratados em diversos aeroportos do País.
Questionada pelo relator da comissão, deputado Marco Maia (PT-RS), ela admitiu que responde a uma ação civil pública aberta pelo Ministério Público de São Paulo em relação à licitação de obras do aeroporto de Congonhas (SP). Essa ação foi aberta pelo fato de a Infraero ter aplicado a modalidade de técnica e preço na licitação, enquanto o normal seria apenas preço.
Eleuza informou que a Infraero vem adotando essa modalidade de licitação desde 2003, devido à complexidade das obras nos maiores aeroportos. A diretora ressaltou que grande parte do serviço de obras em Congonhas ocorre de madrugada, por causa do grande fluxo de veículos e pessoas registrado durante o dia.
A reunião da CPI prossegue no plenário 11. Reportagem - Rodrigo Bittar
Edição - Pierre Triboli
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