Disque-denúncia diz que ajudou a reduzir sequestros no Rio

14/06/2007 - 13:14  

O superintendente regional do Disque-Denúncia nos estados do Rio e de Pernambuco e no município de Campinas (SP), José Antonio Borges Fortes, afirmou há pouco que o serviço contribuiu para a redução do número de casos de seqüestro no Rio. Em 1995, quando o serviço entrou em funcionamento, foram registradas 108 ocorrências do crime. Três anos depois, em maio de 1998, não houve nenhum registro no estado.

Fortes, que participa de audiência pública na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, lembrou que o disque-denúncia contou no início com forte financiamento da iniciativa privada. No entanto, quando o número de casos de seqüestro foi reduzido, as doações de empresas e empresários que mantinham o serviço começaram "a minguar". "Nós descobrimos que também vivíamos de seqüestros", disse Fortes, referindo-se ao fato de que o serviço existia em razão dos seqüestros. Atualmente, segundo o superintendente, 25% dos custos do Disque-Denúncia no Rio são pagos pelo governo estadual.

Devido ao sucesso do disque-denúncia do Rio, Fortes foi convidado a supervisionar esses serviços em Pernambuco e Campinas, que foram implantados depois. Fortes também é presidente do Instituto Brasileiro de Combate ao Crime.

A comissão está reunida no plenário 14.

Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Noéli Nobre

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