Congresso recebe projeção de frases e imagens para celebrar o Dia da Indústria
25/05/2026 - 13:29
O Congresso Nacional recebe a projeção de frases e imagens nesta segunda-feira (25), das 19h às 23h, em alusão ao Dia da Indústria. Nas torres e nas cúpulas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, serão projetadas frases como “A indústria é mais desenvolvimento”, “A indústria é mais inovação”, ”A indústria é mais Brasil”, “25 de maio, Dia da Indústria”.
A data homenageia o empresário e industrial brasileiro Roberto Simonsen, falecido em 25 de maio de 1948, que contribuiu para o avanço da indústria nacional. Além de industrial, Simonsen foi professor, historiador, engenheiro, político e membro da Academia Brasileira de Letras. Presidiu a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A indústria é responsável por 23,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a cada R$ 1 produzido na indústria, são gerados R$ 2,44 na economia brasileira. Hoje, o setor emprega 11,8 milhões de trabalhadores — o equivalente a 20,6% de todos os empregos formais do país.
Para incentivar a indústria e posicionar o Brasil na vanguarda da inovação, foram aprovadas legislações estratégicas. O Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (Lei 14.948/2024) estabelece diretrizes regulatórias e fiscais para atrair investimentos na infraestrutura de hidrogênio verde — uma das apostas da neoindustrialização brasileira.
Complementando esse esforço, a Lei do Bem (Lei 11.196/2005) incentiva o desenvolvimento e a pesquisa em inovação. Qualquer empresa que investe em novo produto, processo de fabricação ou agregação de novas funcionalidades pode deduzir até 27% do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. Isso representa um estímulo direto para a competitividade das indústrias brasileiras no mercado global.
Transformações em debate
Na Câmara tramitam diversas propostas relacionadas ao setor industrial. Destaque para o PLP 32/2026, que cria o Fundo Nacional de Manutenção de Patentes Estratégicas para proteger ativos de propriedade intelectual produzidos por instituições científicas, tecnológicas e de inovação públicas — especialmente nas áreas de saúde, biotecnologia, fármacos e tecnologias de interesse do SUS. Outra proposta importante atualiza a Lei Complementar 123/2006 à realidade da economia digital, dando amparo legal à inclusão de programadores e desenvolvedores de software no regime do MEI, contribuindo para reduzir a informalidade.